Observatório Nacional de PME

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Análise de padrões dos últimos 5 anos (2021 - 2025)

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Vendas: Pressão Comercial & Caixa
Talento/RH: Contratação & Retenção
Digital: Tecnologia, IA & Inovação
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2021
Choque Pandémico
0% dependentes.
2022
Foco Pessoas
#1 Desafio RH.
2023
Retoma
0% Vendas.
2024
Prudência
Top 1 Sustentabilidade.
2025
Tech & IA
2x Interesse IA.
CONTEXTO DO ANO
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"A evolução do Barómetro PME Magazine mostra uma mudança profunda nas prioridades das empresas."
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RESUMOS ANUAIS
2021

Pandemia, Quebra de Vendas e Aceleração do Teletrabalho

"O choque pandémico atingiu diretamente o desempenho comercial. Mais de metade das PME registou reduções nas vendas."

58%recorreram a apoios públicos (ex: layoff).
24%apenas vendiam online (<15% receita).
61%não precisaram de recorrer à banca.
Ler Análise Completa de 2021
2022

Confiança, Pessoas e Sustentabilidade na Agenda

"Mudança de paradigma: com maior estabilidade, o foco desloca-se das vendas para questões estruturais como pessoas."

#1 Desafio"Pessoas" superam vendas como maior desafio.
≤ 1%orçamento total destinado ao Marketing.
SustentabilidadeIntegra a gestão corrente.
Ler Análise Completa de 2022
2023

Consolidação da Retoma e Bloqueio de Talento

"As vendas sobem, mas a dificuldade em recrutar e reter talento continua a limitar a capacidade de expansão."

até 40%de crescimento nas vendas reportado.
TravãoAcesso a talento é o principal travão.
AbrandamentoInvestimento digital desacelera.
Ler Análise Completa de 2023
2024

Cautela, Eficiência e Sustentabilidade acima das Vendas

"Empresas mais defensivas. O crescimento deixa de ser o motor principal, dando lugar à consolidação."

PrioridadeSustentabilidade ultrapassa Vendas.
2/3identificam RH como principal desafio.
< 20%identificam Marketing como desafio central.
Ler Análise Completa de 2024
2025

Marketing, Tecnologia e Inteligência Artificial

"Contexto de maior exigência competitiva. Agenda estratégica orientada para marketing, dados e IA."

2xAtenção a Dados e IA duplica.
> 60%Mantêm gestão de pessoas como prioridade.
22%Apenas esta % acompanha ativamente a IA.
Ler Análise Completa de 2025

ANÁLISE: Ano a Ano

Aceda ao conteúdo integral dos relatórios anuais.

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A pandemia de Covid-19 teve um impacto profundo na atividade das pequenas e médias empresas portuguesas, com quebras acentuadas de faturação, recurso massivo a apoios extraordinários e uma adoção acelerada do teletrabalho. As conclusões são do Barómetro PME Magazine, que analisou a realidade empresarial no final de 2020 e as perspetivas para 2021.

O estudo confirma que o choque pandémico atingiu diretamente o desempenho comercial das empresas. Mais de metade das PME inquiridas registou reduções nas vendas em 2020 face ao ano anterior, refletindo as restrições à atividade económica e a quebra da procura.

Vendas em queda e dependência de apoios

O contexto de crise levou 58% das empresas a recorrer a medidas públicas de apoio, com destaque para o layoff simplificado, utilizado por um terço das PME, sobretudo entre pequenas empresas.

Apesar do cenário adverso, os níveis de confiança mantiveram-se moderados: 61% das empresas acreditavam não ter necessidade de recorrer à banca em 2021, ainda que persistisse incerteza quanto à evolução económica.

No comércio digital, a penetração continuava limitada. Apenas 24% das empresas vendiam online e, em metade dos casos, o e-commerce representava menos de 15% das receitas.

Teletrabalho generaliza-se, mas divide opiniões

A reorganização do trabalho foi uma das mudanças mais rápidas e estruturais. Para muitas empresas, o teletrabalho implicou investimento em plataformas digitais, software colaborativo e equipamentos.

Ainda assim, apenas 27% reportaram investimento direto em ferramentas digitais, uma vez que parte já dispunha das soluções necessárias.

Os efeitos na produtividade revelaram-se mistos: 39% afirmaram ser mais produtivos em casa e 37% consideraram o escritório mais eficiente.

Já ao nível da cultura organizacional, o impacto foi mais negativo, com perdas de coesão, espírito de equipa e convívio profissional.

Emprego resiste, mas com ajustamentos

No último trimestre de 2020, não se registaram alterações significativas nos quadros de pessoal da maioria das PME, embora cerca de 20% tenham reduzido equipas.

Para 2021, o sentimento era mais otimista: 43% previam contratar, sobretudo nas áreas de vendas e operação, sinalizando foco na recuperação comercial.

Gestão sob pressão e longas horas de trabalho

O Barómetro PME Magazine evidencia também o esforço acrescido das equipas de gestão. A média semanal de trabalho ultrapassou as 40 horas, sendo mais elevada entre CEO e diretores gerais.

Ainda assim, 76% consideravam manter equilíbrio entre vida pessoal e profissional, apesar da pressão acrescida do contexto pandémico.

Desafios para 2021: recuperar vendas e acelerar digital

Questionadas sobre prioridades futuras, as PME identificaram três grandes desafios: Recuperação das vendas; Coesão e gestão de equipas; Transformação digital.

2021 ainda está muito no seu início e existe ainda muita incerteza relativamente à evolução da pandemia. Contudo, os inquiridos identificam claramente como principal desafio para 2021 as vendas. Ao mesmo tempo, são identificados igualmente como desafios a coesão da equipa e a transformação digital, áreas também fortemente impactadas pela pandemia.

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Depois de um período marcado pela sobrevivência e pela gestão da incerteza, as pequenas e médias empresas portuguesas iniciaram 2022 com maior confiança financeira e uma agenda estratégica mais orientada para o crescimento. A conclusão é da 2.ª edição do Barómetro PME Magazine, que traça um retrato detalhado das prioridades, fragilidades e apostas das PME num contexto de retoma económica pós-pandemia.

O estudo revela uma mudança clara de paradigma face a 2021: com maior estabilidade, o foco desloca-se das vendas de curto prazo para questões estruturais como pessoas, sustentabilidade e consolidação do negócio.

Gestão de pessoas assume centralidade

A principal transformação identificada pelo barómetro prende-se com a relevância crescente dos recursos humanos. Em 2022, as “pessoas” surgem como o maior desafio na gestão das PME, superando áreas tradicionalmente dominantes como vendas ou transformação digital.

Esta prioridade resulta de uma combinação de fatores: expectativas de crescimento, necessidade de reforço das equipas — sobretudo na operação — e maior dificuldade em atrair e reter talento. A contratação passa a ser vista como condição essencial para sustentar a atividade e garantir qualidade e capacidade de resposta ao mercado.

Sustentabilidade entra definitivamente na agenda

A sustentabilidade emerge como um dos três grandes desafios estratégicos para 2022. Ao contrário de anos anteriores, o tema deixa de ser marginal e passa a integrar a gestão corrente das empresas.

Embora a maioria das PME ainda não disponha de processos de qualidade ou certificações formais, cresce a consciência da importância destes instrumentos para a solidez do negócio, eficiência operacional e posicionamento competitivo. A sustentabilidade é cada vez mais entendida numa perspetiva económica e estratégica, e não apenas ambiental.

Empresas mais estáveis financeiramente

Os dados do barómetro apontam para um reforço da confiança financeira das PME. Em comparação com o período pandémico, as empresas mostram-se menos dependentes de apoios públicos extraordinários, como o layoff simplificado, e mais focadas em mecanismos de crescimento.

Em paralelo, aumenta o interesse por incentivos à contratação e manutenção de recursos humanos, sinalizando uma transição de políticas de emergência para estratégias de médio prazo.

Marketing ganha relevância, mas investimento continua limitado

O marketing é identificado como elemento essencial para o crescimento das vendas em 2022. O estudo revela um aumento do investimento nesta área, ainda que de forma contida.

Mais de metade das empresas destina 1% ou menos do seu orçamento total ao marketing, evidenciando uma abordagem prudente e ainda conservadora. Apesar disso, a aposta recai de forma clara nos canais digitais, considerados mais eficientes na geração de leads e na relação com o cliente.

Em sentido inverso, regista-se uma quebra na intenção de investimento em marketing offline, refletindo mudanças no comportamento do consumidor e na forma como as PME comunicam com o mercado.

Transformação digital avança de forma desigual

A digitalização continua a ganhar espaço na estratégia das PME, mas com níveis de maturidade distintos. As empresas reconhecem a importância das ferramentas digitais para a comunicação, captação de clientes e eficiência operacional, mas nem sempre acompanham essa perceção com investimento consistente.

O barómetro indica que a transformação digital é vista como um meio para reforçar a sustentabilidade do negócio, mais do que como um fim em si mesma.

Vendas continuam no radar, mas com outra abordagem

Embora as vendas deixem de ser o principal desafio absoluto, continuam a integrar o topo das preocupações das PME. A diferença face a 2021 está na abordagem: em vez de estratégias de curto prazo para compensar perdas, as empresas apostam num crescimento gradual, sustentado por marketing, reforço de equipas e melhoria de processos.

Um novo ciclo para as PME

A 2.ª edição do Barómetro PME Magazine confirma que 2022 marca o início de um novo ciclo para as PME portuguesas: menos focado na sobrevivência imediata e mais orientado para a consolidação, crescimento e profissionalização da gestão.

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As pequenas e médias empresas portuguesas entraram em 2023 numa fase de consolidação da retoma económica, marcada por crescimento das vendas, maior estabilidade financeira e reforço do investimento em marketing. Ainda assim, os desafios estruturais persistem, com destaque para a gestão de talento, a sustentabilidade e a necessidade de modernização tecnológica.

Talento continua a ser o maior bloqueio ao crescimento

À semelhança de 2022, os recursos humanos mantêm-se como o principal desafio na gestão das PME. A dificuldade em recrutar, reter e qualificar colaboradores continua a limitar a capacidade de expansão das empresas.

O estudo mostra que a maioria das organizações não alterou significativamente os seus quadros de pessoal ao longo do último ano, refletindo prudência na contratação num contexto ainda volátil.

Ainda assim, a tendência futura aponta para reforço de equipas, sobretudo em funções operacionais, o que sugere expectativas de crescimento sustentado da atividade.

Este dado revela um paradoxo: as empresas querem crescer, mas o acesso a talento continua a ser o principal travão estrutural.

Crescimento das vendas confirma recuperação económica

Um dos sinais mais claros de retoma está na evolução da faturação. A maioria das PME reporta crescimento das vendas em 2023, em muitos casos com subidas até 40%.

Mesmo entre empresas que registaram quebras, a expectativa dominante é de recuperação ao longo do ano, sinalizando confiança na procura e no dinamismo do mercado.

Este desempenho comercial ajuda a explicar a melhoria da perceção sobre a saúde financeira das empresas e a redução da dependência de apoios extraordinários.

Financiamento mantém lógica conservadora

Do ponto de vista financeiro, o barómetro evidencia comportamentos prudentes. As micro e médias empresas demonstram maior estabilidade, tendo recorrido menos a financiamento externo do que as pequenas empresas.

Quando necessário, o crédito bancário continua a ser o principal instrumento de financiamento, refletindo a centralidade do sistema bancário no suporte ao investimento empresarial.

Não se observa, contudo, um recurso massivo a capital externo, o que sugere uma retoma financiada sobretudo por capitais próprios e crescimento orgânico.

Exportações continuam limitadas na estrutura das PME

Apesar do crescimento económico, a internacionalização mantém peso reduzido. Apenas 24% das empresas exportam, maioritariamente bens.

A geografia das exportações permanece concentrada: Europa, com destaque para Espanha, e África, sobretudo Angola. Os volumes de exportação situam-se maioritariamente entre 10 mil e 1 milhão de euros, revelando uma presença internacional ainda pouco escalada e dependente de mercados tradicionais.

Este dado confirma uma fragilidade estrutural das PME portuguesas: a dificuldade em transformar crescimento doméstico em escala global.

Marketing reforça papel estratégico

O marketing surge cada vez mais integrado na estratégia de crescimento das empresas. A edição de 2023 regista aumento do orçamento médio dedicado a esta área, sinalizando maior maturidade na gestão da marca e da relação com o cliente.

O investimento concentra-se sobretudo em: Redes sociais, Campanhas digitais, E-commerce e Trade marketing online.

No offline, persistem ações comerciais tradicionais, como brindes e materiais promocionais, mas com menor peso estratégico.

Digitalização abranda, mas não recua

Um dos dados mais relevantes desta edição é o abrandamento do investimento em transformação digital face ao ano anterior.

Apesar de reconhecerem a importância das ferramentas tecnológicas, muitas empresas admitem não as considerar críticas para o negócio ou não tirar pleno partido das soluções disponíveis.

A digitalização mantém-se presente sobretudo através de: Plataformas digitais, Websites, Software de gestão e Hardware operacional.

Este abrandamento não significa recuo, mas antes uma fase de assimilação e consolidação dos investimentos realizados durante a pandemia.

Sustentabilidade evolui de discurso para prática

A sustentabilidade mantém-se entre os principais desafios empresariais, mas com um nível de maturidade crescente.

O barómetro identifica uma subida das empresas com certificações e processos de qualidade associados à sustentabilidade, aproximando-se de metade da amostra. Destacam-se referências a: Certificações, Processos internos de qualidade e Formação especializada.

Este movimento reflete não apenas consciência ambiental, mas também pressão regulatória, acesso a financiamento e exigências de mercado.

Uma retoma consolidada, mas ainda incompleta

A 3.ª edição do Barómetro PME Magazine confirma que as PME portuguesas consolidaram a recuperação pós-pandemia, impulsionadas pelo crescimento das vendas e por maior estabilidade financeira.

No entanto, a escassez de talento, a internacionalização limitada e a maturidade digital desigual continuam a condicionar o potencial de crescimento do tecido empresarial nacional, desafios que deverão marcar a agenda das PME na segunda metade da década.

+

As pequenas e médias empresas portuguesas entraram em 2024 com uma abordagem mais defensiva à gestão, num contexto marcado por incerteza económica, pressão sobre custos e maior exigência regulatória.

A 4.ª edição do Barómetro PME Magazine mostra um tecido empresarial menos orientado para a expansão e mais focado na manutenção da atividade, na eficiência interna e na gestão de pessoas.

O estudo confirma uma mudança de tom face a 2023: o crescimento deixa de ser o principal motor das decisões e dá lugar a uma lógica de consolidação e proteção do negócio.

Recursos humanos continuam a liderar preocupações

Tal como nas edições anteriores, a gestão de pessoas permanece no topo das preocupações das PME. Em 2024, dois terços das empresas identificam os recursos humanos como o principal desafio, transversal a micro, pequenas e médias empresas.

A dificuldade em atrair e reter talento, aliada à pressão salarial e à necessidade de manter equipas motivadas, continua a condicionar a capacidade de crescimento e até a normal operação das empresas. Este desafio é particularmente expressivo nas pequenas e médias empresas, onde os valores ultrapassam os 80%.

Sustentabilidade ultrapassa vendas como prioridade

Um dos dados mais relevantes desta edição é a subida da sustentabilidade no ranking das prioridades estratégicas, ultrapassando as vendas.

Este movimento reflete uma mudança estrutural: em 2024, muitas empresas estão mais focadas em manter o negócio viável, eficiente e conforme com exigências legais e de mercado, do que em acelerar a faturação.

A sustentabilidade surge associada à práticas de gestão, eficiência de recursos, certificações e responsabilidade social, deixando de ser encarada apenas como uma dimensão ambiental.

Vendas perdem peso num contexto de prudência

Embora continuem entre os principais desafios, as vendas registam uma descida face a 2023. Este recuo não traduz necessariamente quebra da procura, mas antes uma atitude mais cautelosa por parte das empresas, que privilegiam a estabilidade financeira e o controlo de custos.

O barómetro indica que o foco está menos na conquista de novos mercados e mais na consolidação da base de clientes existente.

Transformação digital ganha importância relativa

Em contraste com a quebra do investimento observada em 2023, a transformação digital volta a ganhar relevância em 2024, sobretudo entre pequenas e médias empresas.

A digitalização surge associada à eficiência operacional, automação de processos e controlo da gestão, sendo vista como instrumento para fazer mais com menos num contexto de recursos limitados.

Ainda assim, o investimento continua desigual e condicionado pela perceção de retorno imediato.

Marketing perde centralidade estratégica

O marketing regista uma das maiores descidas entre as áreas prioritárias. Em 2024, menos de 20% das empresas o identificam como desafio central, refletindo uma redução do investimento em comunicação e promoção.

Este movimento acompanha a mudança de foco das PME: menos crescimento acelerado e mais contenção, eficiência e fidelização.

Estratégia empresarial centrada no mercado interno

Questionadas sobre áreas estratégicas de desenvolvimento, as empresas apontam de forma clara a expansão do mercado interno como prioridade número um.

Seguem-se a inovação tecnológica e o desenvolvimento de talento, enquanto a internacionalização surge com menor expressão, confirmando uma orientação mais doméstica e conservadora da estratégia empresarial.

Modelos de gestão ainda pouco estruturados

O barómetro revela também que a maioria das PME continua a não utilizar modelos formais de gestão estratégica ou operacional.

Quando existem, predominam procedimentos internos e soluções personalizadas, em detrimento de frameworks estruturadas. Este dado evidencia um nível de maturidade de gestão ainda limitado em parte significativa do tecido empresarial.

Um ano de consolidação e contenção

A 4.ª edição do Barómetro PME Magazine revela um tecido empresarial mais maduro, mas também mais pressionado por custos, talento e exigências externas.

Em 2024, as PME portuguesas entram num ciclo de consolidação, onde a prioridade deixa de ser crescer rapidamente e passa a ser garantir sustentabilidade, eficiência e continuidade do negócio, um sinal claro de adaptação a um contexto económico mais exigente.

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As pequenas e médias empresas portuguesas iniciaram 2025 num contexto de maior exigência competitiva, com os recursos humanos a manterem-se como o principal desafio estrutural, mas com uma agenda estratégica cada vez mais orientada para o marketing, a transformação digital e a utilização de dados. A conclusão é da 5.ª edição do Barómetro PME Magazine, que reflete uma mudança relevante nas prioridades empresariais face ao ano anterior.

O estudo mostra um tecido empresarial mais consciente da necessidade de modernizar modelos de negócio e ferramentas de gestão, ainda que com limitações de escala e recursos.

Gestão de pessoas continua no topo das preocupações

À semelhança das edições anteriores, os recursos humanos mantêm-se como o principal desafio para as PME em 2025. Mais de 60% das empresas identificam a gestão de pessoas como prioridade crítica, com valores particularmente elevados entre pequenas e médias empresas.

A dificuldade em recrutar, reter e qualificar talento continua a condicionar o crescimento, num mercado de trabalho mais competitivo e com maior pressão salarial. Este desafio mantém-se transversal a setores e dimensões empresariais.

Vendas mantêm relevância, mas estratégia muda

As vendas continuam entre os principais desafios, mas com um enquadramento diferente. Em 2025, as PME mostram-se menos focadas em crescimento acelerado e mais orientadas para a consolidação do negócio, fidelização de clientes e eficiência comercial.

A expansão do mercado interno surge, de forma clara, como a principal área estratégica de desenvolvimento, referida por cerca de metade das empresas.

Marketing ganha peso estratégico

Uma das mudanças mais significativas desta edição é o reforço do marketing enquanto prioridade empresarial. O marketing e a comunicação registam uma subida expressiva face a 2024, refletindo uma maior valorização da visibilidade, da marca e da relação com o cliente.

O investimento concentra-se sobretudo em: Estratégias de marketing digital, Campanhas online e Presença em canais digitais. Este reforço acompanha a necessidade de diferenciação num mercado mais competitivo e menos expansivo.

Transformação digital e dados ganham centralidade

A transformação digital mantém uma trajetória ascendente e surge em 2025 associada, de forma mais clara, à competitividade do negócio.

Destaca-se o crescimento da atenção à análise de dados e inteligência artificial, que praticamente duplica face ao ano anterior enquanto área estratégica de desenvolvimento. Este dado sinaliza uma mudança qualitativa na maturidade digital das PME, que começam a olhar para a tecnologia não apenas como suporte operacional, mas como ferramenta de decisão e vantagem competitiva.

Apesar disso, o investimento continua desigual e mais expressivo nas médias empresas.

Sustentabilidade perde expressão relativa

Em contraste com 2024, a sustentabilidade surge com menor peso entre as prioridades estratégicas.

Esta descida pode refletir dois movimentos simultâneos: por um lado, um ajustamento das prioridades num contexto económico mais pressionado; por outro, uma maior integração da sustentabilidade na gestão corrente, deixando de ser percecionada como desafio autónomo.

Modelos de gestão tornam-se mais estruturados

O barómetro revela uma evolução relevante na utilização de modelos de gestão estratégica e operacional. Em 2025, aumenta significativamente a percentagem de empresas que utilizam frameworks estruturadas, como análise SWOT e metodologias OKR.

Em paralelo, cresce também a utilização de ferramentas operacionais como ERP, CRM e KPIs, ainda que os procedimentos internos continuem a dominar. Este movimento indica uma gradual profissionalização da gestão nas PME portuguesas.

Internacionalização continua secundária

Apesar do reforço do marketing e da tecnologia, a internacionalização mantém um papel secundário na estratégia das PME em 2025.

A aposta continua centrada no mercado interno, com a exportação a surgir apenas para uma minoria das empresas, sobretudo médias. Este dado confirma a dificuldade estrutural em escalar internacionalmente, apesar da maior maturidade digital.

PME mais conscientes, mas ainda condicionadas pela escala

A 5.ª edição do Barómetro PME Magazine mostra um tecido empresarial mais atento ao marketing, à tecnologia e à utilização de dados, sinalizando um salto qualitativo na forma como as PME encaram a competitividade.

Ainda assim, a escala, a escassez de talento e a dependência do mercado interno continuam a limitar o potencial de crescimento, desafios que marcarão a agenda das PME portuguesas na segunda metade da década.

Parceria Logo IA Hoje

O Barómetro PME Magazine é um estudo de mercado periódico que sonda a realidade das pequenas e médias empresas em Portugal, desde 2021, em parceria com a empresa de estudos de mercado More Results e Iberinform.

A apresentação desta área editorial resulta de uma parceria com o Portal IA Hoje, dedicado à adoção de soluções de IA para empresas e profissionais.

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